LEVANTEI-ME DO CHÃO

A partir de Levantado do Chão de José Saramago
Criação de Carlos Marques

AGENDA 2017
18 Março –  LEVANTEI-ME DO CHÃO | Joane, Teatro da Didascália, 21:30
21 Abril – LEVANTEI-ME DO CHÃO | Torres Vedras
23 Abril – Lado B, LEVANTEI-ME DO CHÃO | Vila Franca De Xira | Fábrica das Palavras

ONDE ACONTECEU
– 9 Dezembro ´16- Tondela,  FINTA (ACERT)
– 30 Novembro ´16 – Loures, Biblioteca José Saramago LADO B – LEVANTEI-ME DO CHÃO
– 21 Novembro ´16 – Avis, Biblioteca José Saramago LADO B – LEVANTEI-ME DO CHÃO
– 19 Novembro ´16 | Beja, Biblioteca José Saramago LADO B – LEVANTEI-ME DO CHÃO
– 25 Setembro ´16 | Póvoa de Varzim (Festival É-Aqui-in-Ócio)
– 4 Setembro ´16 | Seixal  Festa do AVANTE (Avanteatro)
– 23 agosto ´16 | Setúbal (Festa do Teatro)
– 17 e 18 Junho ´16 | Évora (Teatro Garcia de Resende)
– 30 de Abril ´16| Cortiçadas de Lavre (Centro Cultural)
– 29 de Abril ´16| Cabrela (Casa do Povo)
– 26 Abril ´16| Montemor-o-Novo (Biblioteca Municipal, Serviço Educativo)
– 24 de Abril ´16 | Montemor-o-Novo (Biblioteca Municipal, comemorações 25 de abril)
– de 7 a 17 Abril ´16 | Lisboa Teatro Meridional
– 30 Março ´16 | Lisboa – Fundação José Saramago LADO B – LEVANTEI-ME DO CHÃO, Lançamento do CD “O Vinil” e do texto na Blimunda de Março
– 10 Março ´16 | Coimbra – TAGV
– Janeiro ´16 | Lisboa Serviço Educativo Fundação José Saramago
– 16 Outubro ´15 | São Cristovão
– 10 Outubro ´15 | Ciborro
– 9 Outubro ´15 | Lavre
– 1 e 2 Outubro ´15 | Montemor-o-Novo (Cine Teatro Curvo Semedo)

Estreou a 1 de Outubro de 2015 no Festival de Teatro de Montemor-o-Novo


Equipa Artística

Carlos Marques Criador, Composição Músical e Actor | Susana Cecílio Apoio à criação Nuno Borda de Água Dispositivo cénico | João Bastos Composição Musical | Rodolfo Pimenta Vídeo | Susana Malhão Designer Gráfica | Produção  ALGURES, Colectivo de Criação 


“Levantei-me do chão” – É um “espectáculo concerto” capaz de se adaptar a vários espaços. Construido inicialmente para teatros, tem sido apresentado em diversos locais sempre em itinerância, sofrendo várias adaptações. Neste momento existem duas versões disponíveis:

Versão A – LEVANTEI-ME DO CHÃO  indicado para teatros: texto, vídeo, luz, cenografia e músicas integrais (tempo aprox. 1:20 minutos).

Versão BLADO B – LEVANTEI-ME DO CHÃO” – indicado para bibliotecas, salas informais, pequenas e sem pé direito (Espectáculo apresentado na Fundação José Saramago): Grande adaptação do espectáculo a todos os níveis. (tempo aprox: 50m).


As duas propostas têm dois públicos alvos – público em geral e o público do ensino secundário.

Este projecto contemplou ainda a edição de autor de um CD devido à forte componente musical do espectáculo, disponível no final de cada apresentação.

Levantei-me do chão 414Sinopse – Levantamos o pó dos tempos, levantamos um livro bem lá no alto, levantamos ainda cabeça e o corpo, e acima de tudo tentamos levantar-nos como comunidade.

Um músico de hoje conta e canta as histórias do livro – Serão necessárias novas músicas de intervenção? – Numa conversa franca com o espectador vamos descobrindo a musicalidade nas palavras e nas ideias de Saramago. Aqui reflete-se sobre a democracia – que mundo queremos afinal? E tudo isto num concerto.

Um solo de um contador de histórias carregado da memória afectiva da leitura e da importância dos conhecedores da obra do Nobel, ou um músico de canções avulsas oriundas das palavras de saramago e, ainda, um actor submerso num texto inédito e assumidamente fragmentado.

Um espectáculo baseado no livro onde se diz – à laia de mito –  que o autor descobriu o estilo saramaguiano de narrar.

Vídeo Promo

 

Sobre o espectáculo

O propósito é levar estas reflexões em torno das palavras de Saramago a muitos lugares, conseguir criar um objecto que comunique com as diversas comunidades onde se inscreve.

Saramago um dia afirmou, numa entrevista conduzida por Ernesto Sampaio, que se imaginava “a contar este Levantado do Chão a um grupo de pessoas, lá no Alentejo, ou aqui em Lisboa, ou em qualquer outro lugar, a contar em voz alta, voltando atrás quando apetecesse, metendo pelo meio coisas da sabedoria popular, ditados (…) e se entre essas pessoas houver analfabetos, essa será a grande prova. É maior dever do narrador contar e bem claro. Amanhã, noutro lugar contaria a mesma história, mas diferente, sempre diferente, outros ditos, outras voltas, outros caminhos. Haveria de ter sua graça experimentar, mas, não podendo ser, aí fica o livro em sua forma de livro e aparente invariabilidade.” Levantado do chão é um livro para ser contado e cantado em voz alta, bem alta!!

 

Este é um solo de um contador de histórias que gosta de estar ali. Um solo de um músico de intervenção. Um solo de actor que se inquieta com o estado das coisas. Este é um trabalho de uma equipa séria e divertida.

Levantei-me do chão 384

Este é um regresso a uma casa onde tudo foi intenso. Uma casa que foi abandonada e que está fechada apanhando pó. Uma casa cheia de utopias – até parece uma palavra distante. Quando era miúdo agarrava na guitarra e tocava as músicas do Zeca, do Fausto e do Godinho com aquele desejo ter vivido aqueles tempos. E questionava-me se naquela altura eu teria tido a lucidez para me aperceber para saber de que lado da trincheira devia estar.

E agora? Falemos do agora. Será que entretanto entaiparam a casa que não tinha muros no jardim? Será que em cada instante sabemos de que lado da trincheira estamos. Será que conseguimos sempre pensar pela nossa cabeça? Será que estamos sempre certos e centrados nas nossas opções? Será que existe esse questionamento, ou essa vontade?

Em situações delicadas politicamente vamos sempre lá atrás buscar os hits das lutas passadas para tentar galvanizar uma massa (conformada) que não tem curiosidade de saber para onde nos estão a puxar. Trazemos para o presente essas músicas porque nos identificamos ou, talvez, porque já são património de uma união em épocas difíceis/vitoriosas – é mais fácil assim, dirão uns.

Mas dessa forma não se banalizarão as épocas, a luta e a própria música? E será que as lutas de hoje são as mesmas de então? Seremos nós como os nossos pais?

foto8Serão precisas novas músicas e mais do que isso novos heróis artistas nestes tempos confusos. Não que queira inscrever o meu nome como herói – talvez em sonhos gostasse dessa ideia, mas não fui talhado para isso -, apenas vou fazendo a minha parte. Porém, talvez a arte devesse ter essa função. Essa inscrição! Talvez seja necessário que ela perca tudo… que ela passe por uma carestia! Talvez para sermos heróis tenhamos de estar ainda mais F**** já me faltam as palavras. Primeiro temos de fazer o que não queremos para depois fazermos o que realmente queremos? Que mundo queremos afinal?

Parafraseando Fausto Bordalo Dias “a ditadura proletária já morreu, mas nasceu a ditadura dos mercados.” E se eu tivesse a oportunidade de conhecer estes tais senhores dos mercados apenas lhes poderia dizer: A MINHA GUITARRA É CONSTANTE E ROSNA! É tempo de levantar do chão!

3 pensamentos sobre “LEVANTEI-ME DO CHÃO

  1. Lindo e urgente projeto! Que a tua guitarra continue mal comportada, rosnando para os senhores todos! Que esse projeto desobediente levante do chão o entusiasmo de tantas e tantos, que se a resistência quiser _ e ela quer_ irá agarrar as mãos da arte e desandará a costurar pedaços de um novo agora, onde haverá espaço para a arte de si e para a reivenção do mundo! Um abraço.

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